Vingt mille lieues sous les mers

Tiragem azul royal

180,00 €
Vinte mil léguas submarinas
Edição em francês

Grande formato (25 x 35 cm)

Entrega gratuita Entrega gratuita

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Vinte mil léguas submarinas, o manuscrito de Júlio Verne

Nesta edição, o manuscrito de Vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne é reproduzido com as gravuras tiradas da edição original de Pierre-Jules Hetzel. Tais ilustrações são de autoria de Alphonse de Neuville e Édouard Riou e foram executadas por Henri Théophile Hildibrand, xilogravador também reconhecido por seu trabalho com Gustave Doré.

A obra se destina aos leitores mais fiéis de Júlio Verne, assim como aos amadores de objetos literários raros.

Também estão disponíveis o manuscrito de A volta ao mundo em 80 dias, À volta da Lua e, ainda, o mapa d’A ilha misteriosa (coleção “Quadros manuscritos”).

o manuscrito Vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne

Júlio Verne e o espírito de aventura

Júlio Verne foi realmente o mais intrépido viajante de todos os tempos, sentado em sua poltrona de leitor e à sua mesa de escritor? O romancista que teria percorrido o maior número de quilômetros, sem sair das cidades de Nantes, onde nasceu em 1828, e de Amiens, onde morou durante muito tempo antes de morrer em 1905, ou ainda do convés de um dos iates sobre os quais gostava de escrever e contemplar o mar?

O romancista era sedento pelos largos e vastos horizontes desde a sua mais remota infância. Com apenas 11 anos, teria fugido com destino às Índias: ele queria, na verdade, ir procurar pérolas que ofereceria como presente, em forma de colar, a uma prima por quem teria sido apaixonado. Com 18 anos, começa a estudar direito – e a escrever. Alguns anos mais tarde, ao mesmo tempo em que frequenta os círculos literários e os teatros parisienses, redige o ponto final na última página de um romance que será um marco: Cinco semanas em um balão. Estamos em 1863, et Pierre-Jules Hetzel não se engana: se recusou previamente o manuscrito de Viagem à Inglaterra e à Escócia, as aventuras do doutor Samuel Fergusson na África apresentam todos os ingredientes suscetíveis de fazer do romance um best-seller. Cinco semanas em um balão é o ponto de partida de uma colaboração frutuosa entre Júlio Verne e Pierre-Jules Hetzel. Um contrato de longo prazo irá uni-los durante toda a carreira do romancista.

o livro eo conjunto caixa de Vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne

Da escrita à publicação do romance

É também esse romance, além de Viagem ao centro da Terra, que impulsiona George Sand a escrever a Júlio Verne, em julho de 1865 : em uma carta, ela o parabeniza pela excelência de sua obra e suplica para que ele escreva uma outra ficção que se desenrole sob o mar, a bordo de uma máquina potente e aperfeiçoada... Não será preciso mais para que Júlio Verne, cuja imaginação tivesse talvez sido galvanizada pelo sucesso, comece a trabalhar.

O romance aparece primeiro em folhetim, a partir de 1869, na revista Magasin d’éducation et de récréation concebida por Hetzel e lançada alguns anos antes, em 1865. O editor tinha como projeto iniciar uma nova tendência, a de uma literatura infantil com dimensão educativa ou, mais precisamente, a de uma literatura para toda a família cujo objetivo seria de “resumir todos os conhecimentos”. Nisso, ele sabe que pode contar com Júlio Verne, grande narrador que se apoia em fontes confiáveis para construir suas histórias, prezando por oferecer ao leitor imersões pedagógicas sem falhas.

Vinte mil léguas submarinas – que teria sido, em parte, inspirado por Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo, ou ainda por La Mer, de Jules Michelet –, as aventuras trepidantes de Pierre Aronnax e do Capitão Nemo a bordo do submarino Náutilus, conhecem um sucesso imediato que levarão o Times, anos mais tarde, a qualificar Júlio Verne de “Príncipe dos contadores de histórias”.

Júlio Verne e o cuidado com seus manuscritos

Autor muito prolixo mas também muito diligente, Júlio Verne escreverá mais de 60 romances em 50 anos de vida e de escrita. É conhecido como o quarto autor mais lido no mundo, e o primeiro francês mais traduzido no exterior. A exemplo de Victor Hugo, que ele admirava, Júlio Verne toma muito cuidado com seus manuscritos, sejam estes seus rascunhos ou seus textos passados a limpo. Assim, hoje podemos mergulhar em arquivos de uma grande riqueza, conservados no museu Júlio Verne, em Nantes, ou na Biblioteca Nacional da França, em Paris. Entre eles, o de Vinte mil léguas submarinas, cuja segunda versão completa e manuscrita, atualmente a única conhecida, apresentamos aqui.

o livro eo conjunto caixa de Vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne

A escrita minuciosa e cuidadosa de Vinte mil léguas submarinas

A partir do momento em que Júlio Verne define seu tema e o desenvolvimento de sua história, ele começa a trabalhar, lentamente, na composição do texto. Realiza, de maneira geral, um plano com recortes de capítulos, e elabora fichas sobre suas personagens. Sua caligrafia é pequena e cuidadosa – cerca de 90 linhas por página, cada uma delas indo só até a metade da folha (seja na frente ou no verso), a fim de deixar espaço para as correções. Nesse momento, o autor presta pouca atenção à pontuação e às maiúsculas, que ele revisará posteriormente com mais detalhes. Usa lápis, e em seguida uma tinta cuja densidade oscila em função de como ele avança. Suas correções são sem fim, já que ele não para de retomar seus manuscritos, reescrevendo inclusive sobre o texto diagramado e já corrigido; continua até a etapa final e mesmo além dela: com efeito, existem variações entre a versão em folhetim e a versão em livro.

As hesitações de Júlio Verne entre os diversos títulos possíveis

O manuscrito de Vinte mil léguas submarinas, que carrega o rastro das hesitações de Júlio Verne em relação ao título do romance (foi sucessivamente intitulado Viagem sob as águas, 1000 léguas sob os oceanos, Vinte mil léguas sob os oceanos), testemunha, também, os arrependimentos de um escritor que preza por transformar o Capitão Nemo numa personagem ideal – ele acaba sendo, no entanto, influenciado por Pierre-Jules Hetzel, que o faz mudar a biografia dessa personagem misteriosa, cujo destino é finalmente revelado em A ilha misteriosa. Júlio Verne rasura passagens inteiras de descrições dos heróis, assim como da fauna e da flora com que cruzam. A segunda parte do manuscrito é redigida de forma concentrada e segura, mas também aparenta uma certa pressa de se terminar o romance...

Em 1906, o filho de Júlio Verne, Michel Verne, oferece o tal manuscrito a Roland Bonaparte. Este último é, então, o presidente da Sociedade de Geografia, cuja biblioteca passará a contar com o documento em seu catálogo. Desde 2010, o manuscrito é conservado na BnF, no departamento “Mapas e Planos”.

 

2 de dezembro de 2014 - Le Grand Journal de Canal+ com Jack Lang & Arno Klarsfeld.

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